25.11.06

Até partir o carter


Vinte para o meio dia. Café Madeira (junto ao quartel da GNR)

Grande broa. Já não estava habituado a dar três de seguida mas, pelo visto, constato, lisongeado, não perdi o jeito. Nisto, uma mãe e um carrinho de bebé passam na rua deserta e as lágrimas soltam-se descontroladas dos meus olhos vermelhos. Assim. Sem mais.

Tenho que arrancar outra vez e não me apetece. Ora, foda-se. Pago a porra do café que me soube mal, acendo um paivante que me faz engasgar e mando mentalmente a dona Rosa à merda. E a mente enche-se de Balões, de preferência, noventa e nove balões vermelhos. Lembram-se da Nena?.. Quem é essa? Estes cruzamentos inter-textuais ainda acabam por dar cabo de mim.

Às três da tarde tenho de estar em Lisboa. Bute. O Xantia ainda está quente de ontem e hoje acho que o vou pôr a ferver. Dá-lhe gás, caralho! A A1 é para se fazer a 180. Com piso seco. Sem trânsito. Se Deus quiser. Ah, sim, e não se pode esquecer que, comigo ao volante, no toca fitas é a Rolar com o Rei na Auto-Estrada para o Inferno.

Foto Picasso

24.11.06

Pensamento da noite


A Rosa. Sempre a Rosa em flor. A vontade é pensar felino e ela surge. A Rosa, como diriam os meus amigos da japanese society, está aqui. Puta que a pariu.

6500 RPM à chuva


Coimbra. Vinte para as oito, Olivais.

Teso que nem um carapau, peguei no guito que sobrou, enchi o depósito e fiz-me à estrada no velhinho Xantia TD que os cotas queriam passar a patacos. Apesar do dilúvio, aguentou-se na ponta da unha e rolou a todo o gás pela A1 possuído ao mesmo tempo pela graciosidade do hipopótamo e pela robustez da gazela. E, o que é plus, a "green line" está a funcionar.

Chove a cântaros, chove desde que mandei Lisboa à merda e eu gosto. Melhor; eu não gosto, eu adoro chuva. Sobretudo pela rara oportunidade de escutar tantas gajas a proferirem, angelicamente, inocentemente, a minha expressão de gozo nelas favorita: "Estou toda molhada, todinha..."

Hoje a coisa rolou sobre rodas e em mais do que uma via. Comi prof e Trados e estou um expert em terminologia. Dificilmente até o próprio Helel, apesar dos progressos inimagináveis há uns escassos três anos, teria agora cilindrada no fluir da pena aqui para o Je. Manuais de aspiradores, tudo uma questão de manuais de aspiradores. Hoje, não dá pau. É sempre a abrir. O que me recorda que os pneus já estão secos e que até à casa do meu amor de Coimbra são só mais dois quilómetros.

Ora deixa lá ver se trago telemóvel. Ai as novas tecnologias, ai as novas tecnologias, o que seria de mim sem o portátil da velha e a respectiva ligação wireless - só para armar ao Almeida Garrett feito Tiago Monteiro antes do inevitável regresso by way of Mindelo?..

Cá tá o gajo. E bem. Tem saldo. Fixe. É tempo de vos dizer um cordial "até já", e ir curtir uma noite como já tinha saudades de curtir numa sexta feira chuvosa au Portugal.

Come d'habitude, aqui fica um som apropriado; em primeiros o Está a chover outra vez, e em segundos o mais melódico mas nem por isso menos apropriado Atingido por um raio. Auf Wiedersehen, hasta Lundi.

23.11.06

Ontem à noite


Ontem à noite decidi tentar algo que já não tentava há muito e que, da última vez (há uns meses atrás), correu excepcionalmente bem: escrever algo com uma grande moca (ou estala, ou pedra; como vos servir a carapuça).
Estava eu em casa, meia-noite e tal, acabadinho de chegar do campus, e, após uma conversa deveras estimulante sobre blogs e escrita com um velho amigo de Portugal, Braga, decidi dar uso ao meu cachimbo de água (a.k.a. Bongo. Novinho em folha, esverdeado, em acrílico, comprado numa loja local de Birmingham). Fiz a “sopa”, fui ao frigorifico buscar um iogurte (sabor: amora) e abri um pacote de bolachas (daquelas com pepitas de chocolate no meio da bolacha) que coloquei na mesa à frente da qual, dentro de minutos, estaria sentado a escrever.

Ora bem, abro a janela (não quero o meu quarto cheio de fumo) e constato que não está frio, nem orvalho, mas um grizo do caralho! Enfim, um pequeno sacrificio se quero, de facto, consumir a sopa que tão divinamente enfeita o meu cachimbo. Após a consumação do acto, sento-me imediatamente à mesa, a música a tocar, já alegre, pois sei que a ETA (Estimative Time of Arrival) da moca mesmo a sério será dentro de cerca de 20-30 minutos (que é como quem diz 1200-1800 segundos), altura em que já não estarei em condições de prosseguir com o libertador acto que é escrever.
É agora uma hora e quinze minutos (não sei os segundos). Pego na minha folha habitual para rascunhos, pego na caneta azul, pouso-a, e pego na preta (por motivos que desconheço, prefiro fazer rascunhos a preto). Título da minha primeira tentativa: Escritos de um analfabeto. Basicamente, tentei escrever um texto com um qualquer assunto sério e profundo, mas cheio de erros ortográficos e de pontuação. Não resultou. Não encontro um tema decente e se escrever como deve ser com a tola é dificil, escrever mal de propósito afigurou-se-me ainda mais fastidioso. Rapidamente desisto e passo para outra (embora seja um conceito interessante ao qual talvez volte um dia). Tive outra ideia: um texto sobre as razões que me levam a escrever. Hm... não. Revelou-se repetitivo e, na verdade, não consigo realmente dizer o que me leva a escrever. Risco o texto e passo à frente. Já sei! Vou escrever um poema. Infelizmente, sou totalmente desprovido da capacidade de escrever poesia e caí no erro inocente de pensar que, só porque não estou sóbrio, sou um grande poeta.

Não é verdade.

Abro um livro de um grande poeta português em busca de inspiração, Jorge de Sena, e percebo que não vai ser naquela noite que vou versar sobre alguma coisa.
Bah!, já só tenho cinco bolachas!

É o fim, já não estou em estado de escrever.

Deito-me, fecho os olhos e penso. E naquela altura devia ter-me levantado e escrito o meu poema. Entrei naquele mundo onde raramente entramos. É o mundo que está entre a realidade e os sonhos, entre os pensamentos e as acções, entre as formas e os conceitos. Perdido dentro do meu mundo, escrevo o meu poema, na minha mente, com o coração. De rajada e em um só gesto!... e dedico-to.
Adormeço, a música a tocar, a luz acesa, os versos a dançar em mim.
Hoje acordei. Ressacado, mas acordei. Tentei desesperadamente agarrar aquele momento de iluminação, tão claro ontem, hoje esquecido e perdido, guardado algures... em mim e em ti.

Bingo

Oito horas da noite. Lisboa, Alvalade.

Uffff..... Suspiro de alívio. Arrumo a casa de fio a pavio e, no interior de um livro que já me acompanha desde Glasgow, novinha em folha e ainda a estalar, uma nota de 50 libras. Amanhã, BANCO.

These foolish things

Hoje à tarde.

Na avenida de Roma. Duas matronas passam por mim a discutir o preço do azeite. Que aumentou, que está pela hora da morte, que assim não se pode. Entram no centro comercial e, ó espanto, a loja para onde se dirigem é uma sapataria da moda onde um par de sapatos não custa menos de 150 euros!

Em seguida.

No metro do Campo Grande. Três jovens adolescentes discutem acesamente um outro indíviduo cujo nome me escapa. Que é "um frustrado". Que é "um recalcado de merda" e que "não presta para nada", o "grande estúpido". Vê-se que falam de um colega da escolinha. Estou para lhes dizer que ao invés de o criticar tão negativamente fariam melhor, talvez, em tentar compreendê-lo, mas, ó miséria, já mudaram de assunto e discutem agora no mesmo tom aceso os morangos com áçucar!

Agora.


Na faculdade. Que Saudades de Birmingham! Que saudades de Glasgow! Aqui há só uma saleta com uns 30 computadores, uns 10 estão avariados e todos os outros ocupados com colegas que fazem tudo menos o que deveriam fazer: jogam às copas, falam no messenger, consultam as suas listinhas de Hi5, enfim, uma bosta completa. E à pala disso não tive tempo sequer para colocar as fotos que aqui desejava pôr. Fica para outro dia, que agora já é tempo de ir acabando este devaneio e ir fingir que aprendo alguma coisa com a boazona da Fernanda Mendes.

E olha, estas coisas idiotas, enfim, recordam-me de ti.

21.11.06

Mente desocupada


Às vezes pergunto-me se vale a pena; para onde vou? Para mim, o caminho sempre foi claro, sem encruzilhadas, sem obstáculos: estudar, trabalhar, tornar-me alguém. Mas, hoje, pergunto-me se alguma coisa valerá mesmo a pena. É certo que apanho as minhas bebedeiras, fumo as minhas, vivo as minhas pequenas aventuras, corro os meus riscos ali e acolá. Mas e depois? Ao fim e ao cabo, para onde caminho?

Que merda! São agora 2:15 da manhã, e só porque estou a ouvir a música errada são estas as palavras que correm da caneta. No fundo, palavras vazias de sentido que só levam a questões inúteis e desinteressantes. Palavras de um gajo demasiado sóbrio (há demasiado tempo!) que teve um dia chato e não tem absolutamente nada para fazer. Um gajo que gosta de complicar o que de mais simples há: a vida!

E a música mudou, é mais alegre, mais leve, mais despreocupada! E ponho um ponto final a este texto fracassado. Perdeu o interesse... E não sei bem se era isto o que queria dizer. Expressei-me mal, talvez... Sinto e não consigo dizê-lo.

Então, rio de mim mesmo... por ser tão jovem e fazer perguntas tão aborrecidas e sem sentido. Parece que já ouço um grande amigo meu dizer, com um sorriso trocista: “Ora, Helel, meu velho, tu precisas é que te façam uns broches!”

É incrível para onde voa uma mente desocupada...

19.11.06

Flower Vortex



Ontem à noite sonhei que eras uma flor e que te colhia num prado verde antes de te tomar nos lábios vermelhos e sorver as tuas lágrimas amarelas e te restituir num sopro de luz à vida verdadeira que só um beijo imaculado de amor branco nos pode dar. Hoje acordei vesti-me de negro à pressa nem sequer lavei a cara suja corri a uma famácia escura a comprar uma caixa de valium dourada; à noite quero sentir-te de novo em flor e ser engolido no vortex do arco-íris do sonho pois para mim o sonho é mais real do que a realidade alguma vez poderá ser. Toma. Dou-to. Sonha-o como quiseres. Eu, já posso morrer.

Fotos por Picasso.

17.11.06

Flew the coop



This is clearly the perfect post for a rainy Friday night. Will anybody join me and good old Frank for a drink?.. No? Oh, well, fuck it, I'll just have to go out and get laid with the first bitch who happens to cross my path. Have a nice Friday and don't forget to listen to what Frank has to say, it kind of helps swing the mood, if you catch my drift.

16.11.06

Sonho


Hoje sonhei! Sonhei que te perseguia, pela noite escura, pelas ruas húmidas e sujas, pelos caminhos tortuosos. Persigo-te e estou feliz! É instintivo, é puro! Sinto o teu medo, o teu coração ecoa no meu cérebro. Uma... Duas... Três... Nada interessa, só o prazer deste momento... Apanho-te, finalmente, encurralado, como um rato, à minha mercê, aterrorizado. E, sem perceber bem como, já te derrubei, e espanco-te com as minhas próprias mãos, incessante, ofegante, em êxtase! O teu sangue mancha a noite, a minha pele, os teus ossos estalam sob a minha força, a tua carne está viva (tão quente!), o teu sangue faz parte de mim, está em mim. Sinto-o! E não paro, não paro, não quero parar! E quero a tua vida, o teu último sopro, quero sentir-te morrer... e quero ser eu!

Não sei quem és. És um borrão de cores, de sangue e de liberdade... não te reconheço. Não me importo.

E acordei! Mas, não me sinto mal. Não foi um pesadelo; foi um sonho. Um sonho de ódio , de poder... de libertação. Sem remorsos, sem culpa, não foi real...

Fecho outra vez os olhos, tranquilo, na esperança de voltar a sonhar...

10.11.06

E ficou sozinho...


E ficou sozinho. A alma despedaçada. E não havia consolo, palavra amiga, sorriso condescendente que da alma arrancasse a mágoa, a revolta... o medo. E parte dele morreu por dentro, o espírito quebrado. “E agora?” – perguntou-se. “Como vai ser, agora?” E chorou, de tristeza, de frustração, de raiva, de tudo. De tristeza pela saudade, de frustração pela sua impotência, de raiva por noite após noite ouvir as suas preces desesperadas a um deus que não a ajudou, a quem pedia que lhe levasse o sofrimento. E ele também pedia... E sofreu, até ao fim, até que o sofrimento acabou. E ele ficou sozinho, perdido.
E o tempo passou, e ele voltou, à vida normal, aos amigos, ao futuro. Voltou a sorrir, a rir, de todas as coisas de que já antes se ria, algumas estúpidas até. A tristeza passou, foi passando, aos poucos, lentamente, disfarçadamente. Mas a raiva e a frustração ficaram, escondidas, encerradas, corroendo-lhe a alma, enegrecendo-lhe o espírito, para se transformarem em ódio. E hoje ele odeia. Odeia, apenas. Não sabe o que odeia. Porque continua a odiar?

Agora, vejo-o escrever estas palavras. Vejo-o, através dos seus olhos. Mas, não é ele. É outra pessoa. E dele só sinto pena, por estar preso a ele mesmo, por se deixar cair desta maneira, por as vezes lhe faltarem as forças para se levantar. Por ser fraco.

E hoje, mais do que nunca, precisa de uma luz, de um caminho. E pela primeira vez apercebe-se de que não pode fazê-lo sozinho, como até então acreditara. E quer ajuda, e pede ajuda. A quem? Não sabe.
Mas, está sozinho.

10.9.06

Da beleza


Esta é a história duma rosa
Escrita num poema encantado
Ou tão somente floreado
É a história dum romance em prosa.

Recordada num momento insane
Numa casa com meninas e madame
Num desejo vago impreciso de canto
Escoado numa dor que sofre só em pranto.

É um dia em que resolvi fugir
Para longe, bem longe de ti
Embalado na canção, dum artista de salão
Perdi-me no enleio dum Dó, Lá Dó, Ré Mi.

Tudo isso vivi, num fado ausente sem fim
Se não tivesse partido o que poderia ter sido?

Pergunto-me aqui, neste violento bloqueio,
O que então te escrevi e agora releio,
Será que sinto bem, neste triste roteiro,
Até que ponto és belo e eu sou feio?..

5.9.06

Pensamento da noite


Esta noite sonhei que me sentei ao computador e que comecei a escrever de novo. Puro engano. Acordei com um travo amargo na boca e as pálpebras pesadas e desejei não ter sonhado o que sonhei e não ter vencido o que perdi e não gostar de morder a minha vida a correr num abraço que ficou por dizer ou seria um chuto que não dei ou uma vontade de dizer que estou morto e que gosto de morrer.

Photo by some photographer my friend told me about.

1.9.06

Puta que pariu


Foda-se. é photos, não é photo's. Será que estes gajos não conseguem fazer nada como deve ser? Puta que pariu. Com isto, perdi-me.

31.8.06

Obituário

O Independente, 1988-2006

Sai amanhã para as bancas a última edição do jornal "O Independente", um título que marcou vincamente o panorama da Imprensa portuguesa, em especial na década de noventa. Quando surgiu, o "Indy" representou uma lufada de ar fresco para a Imprensa cinzentona de então e o jornalismo luso nunca mais seria o mesmo.

"O Independente" não só apresentava as histórias que os outros não podiam, ou não queriam revelar, como o fazia com um estilo literário inovador e ousado, dos títulos à construção dos textos e à utilização da fotografia a uma nova escala.

O semanário apresentava um corpo de comentadores de luxo, em que pontificavam, entre outros, Constança Cunha e Sá, Miguel Esteves Cardoso, Vasco Pulido Valente e Paulo Portas. Na verdade, embora declaradamente de Direita, o "Indy" era escrito por pessoas que sabiam usar a cabeça e, igualmente importante, sabiam ESCREVER.

Outro aspecto a realçar reside no facto de o jornal, juntamente com o então Presidente Mário Soares, ter sido das poucas forças que se bateu incansavelmente contra a modorra e a mordaça laranja e ter ajudado em muito a enterrar definitivamente os anos do The Great Portuguese Disaster, ou cavaquismo.

Para que se perceba a dimensão da importância do "Indy" dou-vos um exemplo pessoal: Os meus avós foram sempre comunistas e quando passei a levar o jornal para casa a princípio torciam o nariz e diziam que eu tinha abandonado os meus ideais de Esquerda. Ora, passado muito pouco tempo já não precisava de o levar, pois o meu avô passou a comprá-lo ele próprio!

Por último, e mesmo que o "Indy" fosse um pasquim como "O Diabo" ou "O Avante", lamentaria sempre a sua desaparição. Como ex-jornalista ver desaparecer títulos é algo que sempre me chocou, até porque a pluralidade de pontos de vista só nos enriquece e não o contrário.

RIP.

29.8.06

Suck me, baby...


Ó, ó, é à vossa responsabilidade...

19.7.06

Edith Louisa Cavell


Enfermeira britânica, últimas palavras conhecidas antes de ser fuzilada.

18.7.06

Deathwish...



Obituário




Mickey Spillane 1918-2006

Morreu com a idade de 88 anos o criador do célebre detective privado Mike Hammer. Spillane, cujo verdadeiro nome era Frank Morrison Spillane escreveu 24 livros, doze dos quais tinham como personagem central o por vezes cínico e sempre violento detective Mike Hammer.

Para a História dos romances policiais ficam títulos excepcionais, como "The Killing Man", "Vengeance is Mine" e ainda "Kiss me Deadly", este último adaptado em 1955 ao grande écran no que se tornou um clássico do cinema negro. O estilo literário de Spillane revela-se numa escrita violenta, brusca, cortante.

Tinha poucas pretensões literárias e disse uma vez que "Se o público gosta então é porque é bom". Um dos seus críticos, o escritor rival Raymond Chandler, descreveu o seu trabalho como não sendo mais "do que uma mistura de violência e pornografia".

Contudo, tais críticas passavam ao lado de Spillane: "Esses escritores com a mania que são importantes nunca se aperceberam do facto de que há mais consumidores de amendoins salgados do que de Caviar", pronunciou uma vez.

A partir de O lado Negro da Lua as nossas saudações and may Frank R.I.P. já que Mike Hammer viverá para sempre.

17.7.06

Equívoco...


As nosssa vidas estão pejadas de equívocos. Para mim o que se torna mais curioso é que na maior parte das vezes aquilo que parece não é e aquilo que é não parece.

Rosa...


Com a vaga de calor que se abate impiedosamente sobre o nosso cantinho à beira mar plantado, dou graças aos céus pelo pai que tenho, que atempadamente mandou instalar ar condicionado no local a partir de onde vos envio estas singelas reflexões. Agradeço igualmente à Providência ter colocado no meu prato de almoço um bacalhau guisado à la Ana, a cozinheira fantástica cá de casa que o preparou com mil cuidados. E à minha mammy, que teve o simpático gesto de deixar no frigorífico um jarro cheio de Mazagran. E agradeço-lhe também a Ela, por causa do seu sorriso.

Back to work

Foto Picasso

14.7.06

Nota Interna










Já está. Ufa, custou mais foi! Hurra!

11.7.06

A 13ª Hora – IV

Telma era uma mulher que tudo tinha para triunfar na vida. Inteligente, bonita e sexy, teimosa e determinada. Contudo, e apesar de todas as precauções que tomara ao longo da sua curta vida, nunca poderia imaginar o que lhe estava prestes a suceder quando faltavam apenas quatro horas para se cumprir o destino das personagens de A 13ª Hora...

9.7.06

Descubra as diferenças...








Para mim, quem ele faz lembrar mesmo é o Gollum. E para você?

De morrer



Fiquei de morrer com esse jogo. Mas tê-lo por perto ajuda a ultrapassar. De morrer e chorar por mais.

7.7.06

A confissão de João Ninguém

Olá amigos. Esta semana não vai haver 13ª Hora. Na verdade, ainda não sou pago à linha, como o Camilo ou o Dumas, e tive de aplicar-me a escrever outras palavras que, essas sim, assseguram o meu ganha pão. No entanto, a 13 Hora continua na próxima terça-feira, dado ter já passado o sufoco financeiro. Entretanto e para satisfazer alguns de vós (os que lêem em Inglês) aqui deixo John Smith's confession. Aviso já é que são umas três mil palavrinhas...

6.7.06

A tempestade

John W. Waterhouse "Miranda - The Tempest"

Mercy on us!
We split, we split! – Farewell, my wife and childreen!
Farewell, brother! – We split, we split, we split! --

William Shakespeare, The Tempest, (Acto I, cena II).

Zizou

4.7.06

Bandeiras há muitas!.. II




O local priveligiado da bandeira foi, desde sempre, o campo de batalha. Sem bandeira não há guerra e sem guerra não há bandeira. Como parece, pelo menos para já, muito difícil abolir a guerra, que tal abolir a bandeira?





PS - Os sinceros parabéns a uma blogger muito especial que hoje comemora o seu aniversário. E muitos anos de vida para a Inha!. Hip, Hip, Hurra!!!

3.7.06

Bandeiras há muitas!..


Quanto menor é a auto-estima dos indvíduos que constituem uma determinada comunidade, maior é a necessidadade que os indivíduos têm de se congregarem em torno dos símbolos dessa mesma comunidade.